Tire suas dúvidas sobre pílulas anticoncepcionais

Postado por Cantinho da Beleza e Cia. às 00:44:00
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Saiba tudo sobre um dos métodos contraceptivos mais usados pelas mulheres


A pílula é o melhor método anticoncepcional?


Não existe método com cem por cento de eficácia. Mas as pílulas estão na lista daqueles com um menor índice de falha. Muitos ginecologistas defendem a tese de que as mulheres deveriam usá-las mesmo que não tenham vida sexualmente ativa, para bloquear a ovulação.

A explicação é simples: nossas avós passavam boa parte do tempo grávidas ou amamentando seus filhos e por isso tinham ao longo de sua vida reprodutiva algo em torno de cinqüenta menstruações. Hoje, as mulheres menstruam de 400 a 500 vezes (dez vezes mais) porque tendem a adiar a maternidade e colocar no mundo menor número de filhos.

Cada ciclo menstrual as expõe a um verdadeiro bombardeio hormonal. Depois de tantos ciclos sucessivos ficam sujeitas a desenvolver doenças como endometriose e miomatose (miomas), que estão entre as principais causas de infertilidade feminina.

O uso da pílula diminui os riscos desses problemas porque bloqueia a ovulação - é como se o método simulasse uma gravidez para o organismo - mantendo os níveis de estrodiol e progesterona mais baixos.


Qual a melhor pílula para mim?


As pílulas diferem no tipo de hormônio, na dosagem desse hormônio e na forma de administração. Há as de microdosagem, que devem ser tomadas durante 24 dias no mês, e outras com dosagem um pouco maior, para tomar durante 21 dias.

Quanto aos hormônios utilizados, existem dois grandes grupos: aquelas que combinam estrogênio e progestogêneo e aquelas em que se utilizam apenas o progestogêneo.

As pílulas do primeiro grupo estimulam o organismo a produzir uma proteína chamada globulina, que gera um efeito cosmético fantástico, diminuindo a oleosidade da pele e dos cabelos e a quantidade de pêlos nos braços e rosto, além de lapidar o corpo conferindo-lhe formas mais femininas e delicadas.

Já as pílulas de progesterona podem, em algumas mulheres, ter o efeito justamente oposto. Ambas oferecem riscos.

Como escolher? Com a ajuda de um ginecologista, que vai recomendar a melhor opção de acordo com fatores de risco como hipertensão, a idade da paciente, se é magra ou gorda, se fuma... O cigarro atrapalha a circulação sangüínea e, por isso, o risco de um enfarte pode aumentar se a mulher também usar anticoncepcional.


Quais os efeitos colaterais?


Pílulas com grandes dosagens de hormônios podem não fazer bem a alguns organismos. É por isso que ginecologistas recomendam testar um anticoncepcional durante três meses. Nesse período as dores e o inchaço tendem a desaparecer - caso contrário, é o caso de trocar.

Os métodos mais modernos têm um décimo da quantidade de hormônios das primeiras pílulas. Com eles foi possível diminuir os efeitos indesejados, como náusea, dor de cabeça e aumento de peso. Atualmente, com a descoberta de um novo componente, a drospirenona, consegue-se inclusive prevenir a retenção de líquidos no corpo, a TPM e até mesmo emagrecer.


Bebida e remédios podem interferir na eficácia da pílula?


Sim. Determinados antibióticos, por exemplo, diminuem a ação dos anticoncepcionais, assim como antiepiléticos e anticonvulsivantes.

Com relação a drogas e bebidas, o problema é maior quando elas provocam diarréia e vômito - a pílula pode ser expulsa do organismo antes de ser completamente absorvida. Nesses casos, deve-se tomar mais um comprimido ou complementar a contracepção com camisinha.


Posso emendar uma cartela na outra para atrasar ou adiantar a menstruação?


As opiniões dos médicos variam quanto a esta questão. Alguns dizem que não há problema algum em fazer isso. Outros consideram a prática pouco recomendável porque ela pode levar à desregulação do ciclo menstrual e diminuir a eficácia do método. Na dúvida, e considerando que já existem no mercado anticoncepcionais de uso contínuo, por que não optar por eles?

Se eu mudar a marca da pílula, a eficácia continua igual?


Nem sempre. Se a troca não for feita com acompanhamento médico, no mês seguinte ao início do novo medicamento a anticoncepção deve ser complementada com camisinha.


Eu posso ficar com problemas para engravidar no futuro?


O mito de que o anticoncepcional interfere na fertilidade é alimentado pelas mulheres que têm problemas para engravidar - e que só descobrem isso quando param de tomar a pílula. Anticoncepcional não tem efeito cumulativo.


Há risco de engravidar se eu esquecer de tomar a pílula?


Se houver esquecimento ou não for possível tomar a pílula no horário habitual, deve-se ingeri-la dentro das doze horas seguintes. Caso se ultrapasse esse período em relação à tomada da última pílula, a eficácia contraceptiva estará diminuída, sendo recomendado combinar outro método, como camisinha.


Há alternativas para a pílula diária?


Várias. Injeções mensais ou trimestrais de anticoncepcional, adesivos que colam na pele, trocados semanalmente, e anéis vaginais (pequena peça de borracha, colocada na própria vagina, que libera hormônios).

Há ainda implantes e DIUs com progesterona, que evitam a gravidez por períodos de três a cinco anos ininterruptos.

Outros métodos são o DIU de cobre, mais usado por mulheres que já tiveram filhos (alguns médicos falam em riscos de infecções que podem causar infertilidade), e o diafragma, anel de borracha com espermicida colocado dentro da vagina. A tabelinha e o coito interrompido não são eficazes!

Também há métodos definitivos, como laqueadura, indicada para mulheres que já tiveram filhos e pensaram muito bem sobre a decisão de não ter mais nenhum. O uso e as contra-indicações de cada método podem variar de organismo para organismo.


Como funciona a pílula do dia seguinte?


Esta pílula nasceu para evitar a gravidez em casos de urgência - quando a camisinha estoura ou após violência sexual. Tem a função de impedir a fecundação, dificultando o encontro do espermatozóide com o óvulo. Se ela já tiver ocorrido, o medicamento provoca descamação no útero e impede a implantação do ovo fecundado.

Há 5% de chance de gravidez se o comprimido for tomado nas primeiras doze horas após uma relação sexual. Entre 25 e 48 horas o risco é de 15% e entre 49 e 72 horas, de 42%.

Mas é melhor se proteger previamente e não usar essa pílula, que bagunça bastante o ciclo (ele se torna irregular). Apesar de muitas farmácias comercializarem livremente o produto, ele só pode ser vendido com receita médica.

A pílula do dia seguinte não é abortiva do ponto de vista científico, explicam os médicos, embora a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) considere que, sim, ela é.

Comecei a namorar e quero tomar a pílula


Antes de tudo, camisinha! É o único método que funciona eficazmente contra as doenças sexualmente transmissíveis, como hepatite, herpes, clamídia e HPV. Não dá para descuidar. A mulher é vinte vezes mais suscetível à aids do que o homem.



Fonte - Ginecologistas consultados: Arnaldo Cambiaghi, diretor clínico do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO); Cláudio Bonduki, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Felipe Lazar, ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana; Sérgio dos Passos Ramos, editor do site www.gineco.com.br; Maria do Socorro Cabral Lage, ginecologista e obstetra.

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